APLICAÇÕES CLÍNICAS DO PRF NA ODONTOLOGIA

Entenda como o PRF transforma seus resultados cirúrgicos com mais regeneração, cicatrização acelerada e previsibilidade.

Protocolos de PRF e o que significam

L-PRF (Leukocyte-Platelet Rich Fibrin) – 2001

 Desenvolvido por Joseph Choukroun e David Dohan-Ehrenfest, na França, o L-PRF é o protocolo original.

  • Centrifugação: ~2700 rpm (~400–700 g) por 10–12 min
  • Resultado: coágulo sólido e denso, com plaquetas e leucócitos distribuídos uniformemente.

A-PRF (Advanced PRF) – 2014

Protocolo de centrifugação mais lenta e tempo maior, preservando mais células no coágulo.

  • Centrifugação: ~1500 rpm (~200 g) por 14 min
  • Resultado: membrana mais celular, com liberação mais homogênea e prolongada de fatores bioativos.

A-PRF+ – 2016/2017

 Versão otimizada do A-PRF com ajustes finos na centrifugação.

  • Centrifugação: ~1500 rpm (~200 g) por ~8 min
  • Resultado: maior concentração de leucócitos, liberação mais intensa e rápida de fatores de crescimento como: VEGF, TGF-β1 e PDGF-BB.

O que diferencia cada protocolo?

A principal diferença está na força G e no tempo de centrifugação, que determinam a quantidade e distribuição de células no coágulo.

Menor força G preserva mais leucócitos na faixa intermediária do tubo (buffy coat), o que potencializa a regeneração e o controle inflamatório.

Regulamentação do PRF no Brasil

Em resumo: o PRF é seguro e legal no Brasil quando produzido no próprio ato cirúrgico, por profissionais habilitados, seguindo as normas da Anvisa para proteger tanto o paciente quanto o profissional.

Acesse aqui a Nota Técnica nº 29/2024 da Anvisa:

O uso da Fibrina Rica em Plaquetas (PRF) é regulamentado no Brasil pela Anvisa, conforme a Nota Técnica nº 29/2024.

Por ser um biomaterial autólogo, o PRF não é considerado medicamento nem produto industrializado, mas sua obtenção e aplicação devem seguir padrões de biossegurança e controle de risco sanitário.

Quem pode realizar

A coleta, centrifugação e preparo do PRF devem ser feitos por profissionais de saúde habilitados e legalmente autorizados por seus conselhos de classe — como dentistas, médicos e enfermeiros — de acordo com suas competências profissionais.

Boas práticas exigidas
  • Utilização de materiais e kits estéreis e descartáveis
  • Centrífugas registradas na Anvisa
  • Procedimento realizado em condições assépticas
  • Descarte correto de resíduos biológicos
O que não é permitido
  • Uso de anticoagulantes ou aditivos químicos não autorizados
  • Comercialização do PRF como produto pronto
  • Manipulação fora do ambiente clínico autorizado

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